quinta-feira, 7 de outubro de 2021

 

      POETA

 

Dentro de cada

Poema

Há um pouco

De minha alma

E os silêncios

Que desde menino

Gritam

Em meu peito.

 

      Poema publicado na Antologia Poética Ressignificâncias vol. II

         EHS Edições, 2021 na pagina 24.   

terça-feira, 28 de setembro de 2021

 

 

 

 

 

         ALÉM DA ALMA

 

 

 

Eu nada sei do bom senso...

Vivo no mundo da lua

Vagabundo sonhador.

 

Eu nada sei de amor...

Vivo no mundo da rua

Errante sonhador.

 

Eu nada sei de jardim...

Vivo no mundo do inverno

Solitário sonhador.

 

Eu nada sei de céu e inferno...

Vivo num mundo surreal

Indefinido sonhador.

 

Ainda procuro saber

O que é o viver.

  

                           Magno Assis

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

 

 

         CORPOS EM ÊXTASE

 

 

 

 

Na penumbra do quarto

O toque íntimo dos meus dedos

Percorrendo teu corpo

Acendendo

O ardente fogo do amor

 

 

Em chamas

Nossos corpos se unem

No visível mistério do prazer

 

É tanto querer

Invadindo nossos corpos

Nosso mundo

Nossos sonhos

Nossa realidade

 

E a felicidade chega

Fazendo eterno

Cada segundo

               Magno Assis

sábado, 18 de setembro de 2021

 

         FIM

 

 

 

 

Foi difícil aceitar a partida

Mais difícil foi acreditar no abandono.

Tudo acontecendo de repente...

Seria bom se nada tivesse acontecido

O amor continuasse o mesmo

Tudo acabou

Mesmo sem querer é preciso acreditar

E aceitar

 

Chorei

As lágrimas lavaram meus sentimentos

No desafio dos desesperados

Nada mais restará

Aquela pequena lembrança

O tempo apagará

Curando as feridas do corpo

E a cicatriz que fica na alma

Fica escondida

Que nenhum  olhar humano poderá perceber

O riso da face esconde a lágrima do coração.


                                    Magno Assis

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

 

 

 

         SEM RESPOSTAS

 

O que é a vida terrena senão fatias

De sonhos que inutilmente tentamos viver ?

Mas não se vive de sonhos...

Ah,  indiscutíveis filosofias vãs

Reencontradas em todas as manhãs

No desenterro de mortos passados

No nascimento de novos desejos

Não sentir-se derrotado

É muitas vezes um consolo

Que o tempo vem sempre apagar

Apega-se a qualquer esperança

Tentativa de esconder a verdade

E dissolver com amor a soledade

 

O que é a vida terrena

Senão a rotina cansativa do trabalho

O fim de tarde de ilusões descontroladas

Que nos invade por inteiro?

Mesmo o palhaço que faz rir platéias alucinadas

Sozinho chora seus momentos verdadeiros

Na expressão do sorriso que não existe

A solidez se desmorona num segundo

O versejar dos externos eternos horizontes

Sucumbe diante da fatal realidade

Na solidão dos astros apagados

Habitantes ao longo do percurso da humanidade

 

E eu vou ditando meus versos

Na incerteza da inexistência de ouvintes

Paralelos em minha dor de existência

Saem motivos claros e definidos

Que possam me levar à resposta

Do que seja a vida realmente.


                     Magno Assis

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

  LOUCURAS DO VIVER


Lutei batalhas loucas
Percorri estradas bravias
Que não foram poucas
Sem encontrar alegria
Fui aos pouco desanimando
E no caminhar fiquei perdido

Fui de tudo um pouco
Fui decente e fui louco
E nunca fui feliz
Assim se passou o tempo
Fiquei no sofrimento
Por nunca ser o quê
Sempre quis

Eu ainda criança
O sonho passou por aqui
Era verde, todo esperança
Me fez assim existir
Pintou meus olhos de tua cor
Para depois partir

Trago comigo a esperança
Há tempos, desde criança
Com bastante fé na vida
Ser ainda um vencedor
Na vida que até agora
Só tem existido na dor.

Magno Assis

segunda-feira, 12 de julho de 2021

 

 

 

 

         NOVA HISTÓRIA

Cantarei o idílio dos amantes da vida

Cantarei o idílio dos amantes da paz

Farei-me luz mais brilhante que o sol

Na floresta cantarei mais forte que o sabiá

Numa orquestra mais bela que o rouxinol

Levarei meu canto ao vento e o espalharei

Pelos quatro cantos do mundo e louvarei

A todos aqueles que o escutar

E nunca mais o esquecer

 

Quero ser as estrelas de todos os céus

De poetas, loucos, esperançosos, indiferentes

Para que todos tirem das faces as máscaras e véus

E possam enxergar a beleza dos horizontes

Não serei o senhor que obriga e ordena

­ ­ - Minha mensagem é ante - classista –

Cantarei a paz com voz forte, calma e serena

Mostrando aos homens suas imagens realistas

 

Cantarei o idílio dos que sofrem

Gritarei as dores dos que morrem

Louvarei os gestos dos que pacificamente lutam

E trazem no semblante seu projeto de glória

Escreverei a  epopéia dos que amam

Escutarei a voz dos profetas esquecidos

Serei companhia a todos os solitários abandonados

E juntos haveremos de escrever uma nova história

 

Uma nova história

Que faça toda humanidade

Viver em festa e glória

Sempre sim à verdade

Sempre não à opressão

Sempre um sorriso se abrindo

Sempre uma mão em doação

Sempre o sim, nunca o não.


                              Magno Assis