POETA
Dentro de cada
Poema
Há um pouco
De minha alma
E os silêncios
Que desde menino
Gritam
Em meu peito.
Poema publicado na Antologia Poética
Ressignificâncias vol. II
EHS Edições, 2021 na pagina 24.
Eu nada sei do bom senso...
Vivo no mundo da lua
Vagabundo sonhador.
Eu nada sei de amor...
Vivo no mundo da rua
Errante sonhador.
Eu nada sei de jardim...
Vivo no mundo do inverno
Solitário sonhador.
Eu nada sei de céu e inferno...
Vivo num mundo surreal
Indefinido sonhador.
Ainda procuro saber
O que é o viver.
Magno Assis
Na penumbra do quarto
O toque íntimo dos meus dedos
Percorrendo teu corpo
Acendendo
O ardente fogo do amor
Em chamas
Nossos corpos se unem
No visível mistério do prazer
É tanto querer
Invadindo nossos corpos
Nosso mundo
Nossos sonhos
Nossa realidade
E a felicidade chega
Fazendo eterno
Cada segundo
Magno Assis
Foi difícil aceitar a partida
Mais difícil foi acreditar no abandono.
Tudo acontecendo de repente...
Seria bom se nada tivesse acontecido
O amor continuasse o mesmo
Tudo acabou
Mesmo sem querer é preciso acreditar
E aceitar
Chorei
As lágrimas lavaram meus sentimentos
No desafio dos desesperados
Nada mais restará
Aquela pequena lembrança
O tempo apagará
Curando as feridas do corpo
E a cicatriz que fica na alma
Fica escondida
Que nenhum olhar humano poderá perceber
O riso da face esconde a lágrima do coração.
Magno Assis
O que é a vida terrena senão fatias
De sonhos que inutilmente tentamos viver ?
Mas não se vive de sonhos...
Ah, indiscutíveis filosofias vãs
Reencontradas em todas as manhãs
No desenterro de mortos passados
No nascimento de novos desejos
Não sentir-se derrotado
É muitas vezes um consolo
Que o tempo vem sempre apagar
Apega-se a qualquer esperança
Tentativa de esconder a verdade
E dissolver com amor a soledade
O que é a vida terrena
Senão a rotina cansativa do trabalho
O fim de tarde de ilusões descontroladas
Que nos invade por inteiro?
Mesmo o palhaço que faz rir platéias alucinadas
Sozinho chora seus momentos verdadeiros
Na expressão do sorriso que não existe
A solidez se desmorona num segundo
O versejar dos externos eternos horizontes
Sucumbe diante da fatal realidade
Na solidão dos astros apagados
Habitantes ao longo do percurso da humanidade
E eu vou ditando meus versos
Na incerteza da inexistência de ouvintes
Paralelos em minha dor de existência
Saem motivos claros e definidos
Que possam me levar à resposta
Do que seja a vida realmente.
Magno Assis
LOUCURAS DO VIVER
Cantarei o idílio dos amantes da vida
Cantarei o idílio dos amantes da paz
Farei-me luz mais brilhante que o sol
Na floresta cantarei mais forte que o sabiá
Numa orquestra mais bela que o rouxinol
Levarei meu canto ao vento e o espalharei
Pelos quatro cantos do mundo e louvarei
A todos aqueles que o escutar
E nunca mais o esquecer
Quero ser as estrelas de todos os céus
De poetas, loucos, esperançosos, indiferentes
Para que todos tirem das faces as máscaras e véus
E possam enxergar a beleza dos horizontes
Não serei o senhor que obriga e ordena
- Minha mensagem é ante - classista –
Cantarei a paz com voz forte, calma e serena
Mostrando aos homens suas imagens realistas
Cantarei o idílio dos que sofrem
Gritarei as dores dos que morrem
Louvarei os gestos dos que pacificamente lutam
E trazem no semblante seu projeto de glória
Escreverei a epopéia dos que amam
Escutarei a voz dos profetas esquecidos
Serei companhia a todos os solitários abandonados
E juntos haveremos de escrever uma nova história
Uma nova história
Que faça toda humanidade
Viver em festa e glória
Sempre sim à verdade
Sempre não à opressão
Sempre um sorriso se abrindo
Sempre uma mão em doação
Sempre o sim, nunca o não.
Magno Assis