Tempestade
Trago dentro de mim um
desespero infindo,
Um desespero maior que
Minas, maior que o mundo...
Nem fome, nem quereres,
nem desastres me sensibilizam.
Em meio à violência banal,
Não há nada que faça um
coração sorrir.
Eva nunca foi Alice!
Nas centenas de países,
Todas as rainhas estão
loucas.
Nenhum ser chegará de
Capela
Para que Atlântida se
faça real
E acabe com esta vida de
gado
Na fila do matadouro.
Mesmo que a natureza viva
a gritar comigo,
Esse desespero encontra
alimento e abrigo
E não se desfaz; apenas muda sua forma:
Areia no deserto em dia
de tempestade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário