quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

 

Aprisionado

 

Fico preso ao passado.

Órfão de Deus,

Há muito morto.

Acompanho a humanidade

Um atestado, de fiel,

Vencido,

Invalidado pela realidade.

“Se Deus quiser

(Como se a vontade fosse dele

E não minha)

Tudo se ajeita.”

A vida se aninha

Nas leis do universo.

Faço contas

Entre débitos e créditos,

Estou sempre no vermelho.

Insisto no verso

De que ser velho

É ter vida melhor, mais experiência.

 

E no balanço

Quando há fechamento,

Fica explicito

A banalidade da existência.

 

 

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